segunda-feira, 14 de julho de 2014

domingo, 11 de agosto de 2013

Canção do leve vento - André Benatte

O cantar da pessoa,
O falar do passarinho,
O andar que povoa
A canção do meu caminho.

Batida ordenada
Por cada palavra dita em vão,
Sempre acompanhada
Pelo ritmo do coração.

Melodia partida
Pelo som do pensamento,
Harmonia esquecida
Pelo vão do leve vento.

O caminhar da sua canção
Pavimentada em sentimento,
Na melodia da minha emoção
Você tornou-se meu tormento.

Sempre o som do seu olhar
Imitando o leve vento,
O seu ritmo a povoar
A canção do meu pensamento.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

Minha Desgraça - Álvares de Azevedo


Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco….

Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro….
Eu sei…. O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro….

Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.

Horas vazias - André Benatte


Horas a fio
com lápis na mão
Tentando escrever,
mantendo-me são.

Horas de frio
tentando dizer
Não posso, não quero,
Não sei te esquecer.

Horas ingratas
que passo agora,
A dor que me mata
tão quanto outrora.

Horas compridas
me tiram a razão,
Pois insistes ficar
no meu coração.

Horas curtas
que tanto almejo
não tardam, começam,
Assim que te vejo.